Na necessidade de catalogar cada movimento o mais cedo possível, “Glitch” surge agregado ao que se pode generalizar como electrónica experimental. Com propriedades mais intelectuais que outras, a procura por nomes associados a este movimento facilmente satisfaz a curiosidade, revelando também, por outro lado, o pouco desenvolvimento do rótulo uma vez que alberga sonoridades díspares, com tanto em comum entre elas como com outras instâncias de outros géneros. Entre muitos artistas que rapidamente se associam ao termo, como Alva NotoediT ou os mais divulgados The Glitch Mob, Flying Lotus surge como força impulsionadora do movimento através de trabalho próprio ou pelo colectivo “Brainfeeder“, responsável então por Lorn e o “Nothing Else“, álbum de estreia lançado a 7 de Julho.

Torna-se quase impossível descrever a história de Lorn, o artista é quase-introduzido em compilações até aparecer do nada e apresentar uma experiência curta e poderosa onde se pode encontrar, segundo a breve informação disponibilizada nos poucos sítios oficiais, um reflexo de um percurso difícil, escuro e pesado. “Nothing Else” é, com pouco mais de meia hora de duração, um álbum que se compõe de influências diversas desde Hip Hop aos baixos de Dubstep e syinths melodiosos a conferir a estranha tonalidade característica. Um álbum que é brindado com a voz humana apenas num suspiro perto do minuto final, uma totalidade remetente aos sons de Ratatat, Modeselektor ou Aparat, ainda assim com uma identidade e nível de experimentalismo próprios, dignos de destaque, e uma variedade surpreendente.

O trabalho do artista pode ser facilmente reconhecido no respectivo Myspace e existe também uma página no Facebook. Como exemplo acessível fica “Automaton”:


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