Confesso que quando liguei a aparelhagem para começar a ouvir este último trabalho dos Linkin Park estava um pouco receoso, não só pelas declarações que a banda ia emitindo (ora através do youtube, ora através do site oficial) sobre uma possível mudança radical, mas também pelo single de lançamento “The Catalyst” ao qual não achei nada de grande valor musical.

E, de facto, este pequeno medo que possuía tornou-se realidade. Não encontrei música nenhuma que me tenha feito vibrar como aconteceu com o “hybrid theory” ou o “meteora”.

Ao todo são 15 trabalhos editados em “A Thousand Suns”. Alguns críticos dizem que os Linkin Park mudaram, cresceram, amadureceram. Na realidade, sou capaz de concordar com esta afirmação porque as novas tendências são músicas feitas e aperfeiçoadas em computadores e, este albúm, o que me transmitiu, foi que o Joe Hahn cresceu muito na banda. Sim, aquele que nos concertos está rodeado de mesas de mistura e de um computador Apple com as letras “Suru” inscritas.

Conseguimos encontrar muitos símbolos de mudança ao longo dos trabalhos musicais tais como grandes delays, crescendos e diminuendos muito forçados pelos efeitos, megafones, distorções estranhas, vozes distorcidas, breaks e vocais vindos do Mike e do Chester como nunca foram ouvidos antes. A minha teoria que o Mike e o Joe estavam a “brincar aos DJ’s” está confirmada. Até o oriente nos é transmitido na música “When they come for me”! Neste momento, o único tema que me vem à cabeça relacionado com o anterior é a “Nobody’s Listening” do albúm “Meteora”.

Também somos confrontados com vozes de discursos, de certa forma tocantes, ao longo das músicas. Existem mesmo quatro faixas onde só se ouvem falas e ruídos. As faixas tornaram-se menos cheias, menos eufóricas, parece que duram pouco. Isto não é mesmo nada característico dos Linkin Park.

Ainda assim quero chamar atenção para uma música que me surpreendeu pela positiva: “The Messenger”, talvez por ser das melhores músicas do albúm e por ser a única sem qualquer efeito processado por uma mesa de mistura/computador.

Diferente? Sim; Melhor? Penso que não, mas não tenho a certeza. Talvez esteja a ser aberta uma nova porta para um novo mundo onde os Linkin Park já entraram, outro horizonte. É essencialmente por esta razão que irei terminar de seguida com uma pontuação, de certa forma, alta.

Nota final: 6.5/10

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