Finalmente eles voltaram. Os Foo Fighters acabam de lançar mais uma fantástica obra-prima. São mais onze temas que se juntam aos já muitos clássicos do rock produzidos por Grohl e companhia.
Guitarras fortes, gritos electrizantes e batimentos frenéticos contribuem para o novo trabalho, trabalho esse que não se fica em nada atrás dos outros. O já ícone da música rock havia avisado: “Este vai ser o disco mais pesado dos Foo Fighters!”! Seria pesado em termos de qualidade? Ou seria mesmo pesado no estilo de música? Se me perguntassem, mais rapidamente optaria pelo segundo… Tirando “White Limo” e mais uma ou outra música, este álbum não se distancia dos velhos Foo Fighters. E isso é bom! Hoje em dia, em que novos estilos estão a nascer, torna-se muito mais difícil produzir música rock de qualidade… Mas os Foo não se deixaram levar. No meu ponto de vista, “Wasting Light” é um balão de oxigénio para o rock mundial.
Depositei grande confiança neste novo álbum e mal podia esperar para carregar no play quando encontrei um vídeo chamado “White Limo”, vindo do canal foofighters, no meu sector das subscrições do YouTube. Abri, ouvi, e fiquei um pouco desiludido… Realmente era uma música muuuiito pesada para os estilos que costumava ouvir. Felizmente os gritos diminuíram nas músicas seguintes e a desilusão deu lugar à satisfação depois de ouvir o álbum inteiro disponibilizado pela banda na internet. Destaco músicas como “Alandria”, “Bridge Burning” e “Walk” bem como algumas influências de The Pixies e Queens of the Stone.
Os mais atentos, penso que também conseguirão aperceber-se de um ligeiro reverb nas gravações. Sim, a garagem do Dave, apesar de um pouco velha, ainda consegue oferecer grandes resultados no que toca a gravações “à moda antiga”.
E agora desenrasquem-se: roubem, peçam, comprem, rezem, façam o que quiserem, mas por favor, não faltem ao concerto do ano no dia 7 de Junho no Passeio Marítimo de Algés.
Nota final: 9/10
